01/06/2004 18:43
ADEUS BLIG,

Cansei de você, cansei dessa casa, desses móveis, desses cômodos. Prá me encontrar agora só mesmo clicando aqui.

enviada por cris



21/05/2004 17:36
Tudo bem, é isso, ou eu acredito que seja isso. Carência, muita carência, tudo junto, tudo misturado e de uma vez só.
Carência de colo, de apelidos bregas, de telefonemas no meio da noite, de carinho, de palavras doces, de beijo roubado enfim, de tudo aquilo que permeia os relacionamentos amorosos.
Ultimamente só estava indo pra cama com ele, era ele com suas palavras precisas que me faziam companhia durante as noites. Como ele me entende! Por isso não posso deixar de agradecê-lo pelo apoio nos momentos difíceis, mas até o Cony já não consegue mais suprir minhas necessidades noturnas.É meu amigo, preciso de alguém de carne e osso.
Não quero mais ficar lendo crônicas enquanto a maldita insônia me persegue, não quero mais a companhia do Djavam, não quero mais os filmes repetitivos, os programas de humor sem humor. Lembram-se da pipoca compartilhada em frente à televisão, das risadas na cozinha enquanto o jantar está sendo preparado, pois é, eu continuo querendo isso, só não sei como fazer para tê-los.

enviada por cris



05/05/2004 15:25
Era uma noite dos anos mais antigos do passado. Em algum canto havia uma mulher. E o resto de uma canção. E um cheiro de jardim coberto pelo orvalho. O menino estava na janela e olhava a noite. O tempo, agora, era uma canção estendida no meio da noite mais antiga do passado...
...o menino continuava na janela vendo passar o mascarado do carnaval, o pierrô com o bandolim prateado, o rosto banhado de luar. De repente, tudo foi ficando estranho, o menino perdeu o apoio da janela. A lenta procissão de fantasmas ordenados como um carrossel tranformou-se num desfile de escombros...
... o menino, então, se habituou a olhar para dentro de si mesmo, e foi dentro de si mesmo que viu a moça que lhe pedia o verso do poema mal sabido: “ ... E assim ficamos no silêncio pouco a medo, naquela hora em que o subúrbio tem segredo e descem coisas – certas coisas – do luar.”
... Num truque que aprendeu sozinho, ele saía de si mesmo e se misturava aos fantasmas, confundindo-se com eles, o pierrô com o bandolim prateado, o rosto branco, branco de luar. E tudo pareceu voltar de repente: a janela, o jardim coberto de orvalho, a noite solitária, noite contra a noite, noite dos anos mais antigos do passado.

Os anos mais antigos do passado – Carlos Heitor Cony


enviada por cris



03/05/2004 15:01
Final de semana bem movimentado. Sábado show da Ana Carolina, tudo bem que cheguei atrasada, mas mesmo assim valeu, e muito. Houve algumas lágrimas, porém isso já estava previsto.
No domingo fui ao Centro de Convenções assistir ao CINE PE – Festival do Audiovisual 2004, foi maravilhoso. Vi 8 curtas, com destaque para o hilariante “Cheque de Terceiros” e para o documentário “Boi”, que me lembrou o filme “Amarelo Manga”, além de ver o cantor Otto atuando em "Porcos Corpos", do qual eu sinceramente não gostei.
Estou exausta, mas de alma lavada
enviada por cris



22/04/2004 14:11
Fernanda Porto - Amor Errado

Eu pensei que pudesse esquecer um amor errado
Indo embora de casa, cortando o cabelo, escrevendo cartas
Eu sonhei que o tempo bastaria
Que nunca mais quando fosse noite
Viria o rosto, o volume dos ombros, o cheiro do pescoço encostado
Acreditei em poder suportar certas misérias, deitada sozinha
Não percebi que o amor estava
confundindo as ferragens da alma
Ele vem atrás, ele vem atrás
até quando estamos dormindo,
Eu pensei que ele aceitasse
ser abandonado, mas percebi que fica
enroscado nos tornozelos da gente
Rosnando baixinho para ser ouvido
até mesmo debaixo de chuva

Escutei essa música hoje e ela me fez lembrar de mim mesma.

enviada por cris



20/04/2004 17:01
Como o tempo passa, não é mesmo?!?
É, já faz um bom tempo que não nos vemos, precisamente 4 meses, e como foi difícil te encarar de novo e recordar tudo o que passamos, mas eu tinha que estar lá, muito mais por necessidade que por vontade, mas eu precisava estar lá outra vez, eu precisava ver você outra vez.
É como se eu sentisse que enquanto isso não acontecesse eu não conseguiria exorcizar seu fantasma e seguir em frente, pois o passado sempre voltaria para me buscar e eu teria outra recaída, acho até que fiquei craque em ter recaídas súbitas, posso até escrever um livro a respeito.
Não sei se você sentiu tanto a minha falta como eu a sua, seu olhar não demonstrou nada, além da polidez corriqueira. E como você foi polido! Não, não somos inimigos, somos completos estranhos um para o outro, e como é incômoda essa sensação. Afinal depois de tantas promessas, tantos quereres, tantos desejos, não conseguimos trocar mais que meia dúzias de palavras frias.
Se deixar morrer nada traz o amor de volta, lembra disso?!? Eu lembro perfeitamente. Os pecados não são meus, nem seus, não há inocentes nem culpados, traídos nem traidores, há apenas eu e você e agora, é cada um para o seu lado.

enviada por cris



16/04/2004 18:30
Estou de volta! muito bom estar aqui outra vez. Não estou aqui por nada além de você.
Eu tinha um plano para você, não é você que sempre dizia que eu tinha um plano prá tudo na vida. Não era você quem me dizia que eu tinha sempre um trunfo, uma carta escondida na manga para usá-la no momento preciso.
Eu ainda tenho essa carta na manga, esse trunfo, só que hoje eles não estão servindo para nada, não tenho mais nenhum plano concreto se você quer mesmo saber.
Não sei se estou preparada para o que vier, mas também não me interessa, estou aqui novamente e quero aproveitar esse momento. Então, não vamos mais perder tempo com explicações desnecessárias e pedidos de desculpas em vão, sei que as coisas não são como antigamente, mas não me importo. Fomo colocados novamente frente à frente, a vida se encarregou de tudo.
Já sei tudo o que eu preciso, o que eu não preciso eu dispenso.

enviada por cris



13/04/2004 17:52
Zelia Duncan - Não vá ainda.

O que você quer?
O que você sabe?
Não é fácil pra mim
Meu fogo também me arde
Às vezes me vejo tão triste
Onde você vai?
Não é tão simples assim
Porque às vezes
meu coração não responde,
só se esconde e dói
Por favor, não vá ainda, espera anoitecer
A noite é linda, me espera adormecer
Não vá ainda, não, não vá ainda
Me diga como você pode viver indo embora,
sem se despedaçar
Por favor me diga agora, ou será
Que você nem quer perceber?
Talvez você seja feliz sem saber.

Hoje pela manhã ouvi essa música quando estava indo para o trabalho, justamente essa música.
enviada por cris



12/04/2004 18:22
"A vida não tem ensaio, mas tem novas chances. Viva a burilação eterna, a possibilidade: o esmeril dos dissabores. Abaixo o estéril arrependimento, duração inútil dos rancores. Um brinde ao que está sempre na nossa vida inédita pela frente e a virgindade dos dias que virão"

[Elisa Lucinda]

P.S. Texto roubado, descaradamente, do blog do Edu.

enviada por cris



07/04/2004 18:10
Ana Carolina - Hoje eu tô sozinha

Hoje eu tô sozinha
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo
Ou se me acompanho
Mas é que se eu perder
Eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar
Aí, é só eu que ganho
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
Te fazer um café fraco
Parei
De pegar o carro correndo
De ligar só prá você
De entender sua família
E te compreender
Hoje eu tô sozinha
E tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha
Que é prá não ficar pior

enviada por cris



30/03/2004 17:43
O tempo seca a saudade
Seca as lembranças e as lágrimas
Deixa algum retrato, apenas,
Vagando seco e vazio
Como essas conchas das praias


Cecília Meireles

enviada por cris



26/03/2004 18:27
Ah, Sexta-feira!
Vocês conseguem sentir um certo cheiro de luxúria no ar?
Eu consigo!
É um cheiro forte e convidativo que vem acompanhado por um outro cheiro: o de liberdade, mas aquela liberdade que traz na sua fórmula um toque de inconseqüência.
Então, por favor, nos próximos dias tratem de esquecer o juízo, ele não combina com as regras vigentes.

enviada por cris



22/03/2004 18:01
Interesting

Interessante essa coisa do querer, do desejo, do fogo, essa dança maliciosa de corpos, de descobrir seus caminhos sem mapa, apenas seguindo a intuição.
Perturbadora essa sensação de perder o controle das situações, de se deixar levar, de tesão mesmo, de se ver dentro dos olhos do outro, de sentir o cheiro que o outro exala, o gosto que tem, o sabor do prazer, da sedução, do frenesi causado pela excitação dos dois corpos juntos, de se perder em carinhos; em palavras e promessas sussurradas no ouvido, de se entregar e ir descobrindo cada detalhe, cada ponto de prazer, cada gesto, cada movimento.
Bom demais tudo isso. Bom demais experimentar o outro, saber aquilo que agrada ao seu corpo e ao dele, de se descobrir imersa sobre cama e lençóis denunciantes.
Estranho tudo isso, estranha essas novas descobertas. Ao mesmo tempo que assunta, fascina.


Apenas algumas constatações de um final de semana atípico.
enviada por cris



19/03/2004 18:55

Todas as palavras, verbos, predicados, adjetivos, quero todos eles, de uma única vez. Será que você é capaz de me dar?
Será que você é capaz de me dar o que eu preciso? Estou pagando prá ver!
Hum! Acho que estou ficando viciada nisso.
enviada por cris



17/03/2004 18:35
Nada Pra Mim - Ana Carolina

Eu não vim aqui
Pra entender
Ou explicar
Nem pedir nada pra mim
Não quero nada pra mim
Eu vim pelo que sei
E pelo que sei
Você gosta de mim

É por isso que eu vim
Eu não quero cantar
Pra ninguém a canção
Que eu fiz pra você
Que eu guardei pra você
Pra não esquecer
Que eu tenho um coração
E é seu
Tudo mais que eu tenho
Tenho tempo de sobra
Tive você na mão
E agora
Tenho só essa canção

enviada por cris



16/03/2004 18:57
Mãos, dedos, braços e pernas, todos os membros agora brincam, dançam.
Aquele beijo que desarma, o abraço que aquece, agora é tudo misturado. Toques, sussurros, sorrisos, olhares, cabelos, suor, pele, corpos.
O relógio na parede marca as horas, 02:15, não, ainda é cedo, não quero ir embora agora, espera o dia clarear. Alguém pode aparecer, mas a essa altura já não importa.
Já não sei mais como as coisas funcionam, mas também quem se importa com qualquer coisa nesse momento.
É só deixar, é só seguir em frente, está apenas começando.


enviada por cris



12/03/2004 16:20
Mudei de template.
Ainda não é o que me agradou, ele é meio mágico e eu não sou nenhum pouco mágica, mas pelo menos deixei de usar o template da minha amiga Van, que por sinal deixou até um comentário de protesto contra isso.
enviada por cris



11/03/2004 19:55
Que legal!
Agora nem os meus posts estão aparecendo!
Blig eu te amo, você não sabe o quanto.

enviada por cris



10/03/2004 19:03
Alguém pode me dizer como eu faço para consertar o layout do meu blog. Já tentei colocar inúmeros templates, mas ele sempre dá erro, e eu não posso ficar utilizando o mesmo template da minha amiga, isso é plágio.
HELP!!!!!
enviada por cris



09/03/2004 18:36
MEU BLOG ENTROU EM PANE GERAL
enviada por cris



04/03/2004 20:07

Sinceramente não sei porque continuo vindo aqui. Você é tão fútil, tão egocêntrico, que não entendo porque continuo te visitando. Você não atende ao meu chamado, você me ignora, e eu continuo vindo aqui pra te “ver”, pra saber como você está, como anda sua vida, o que tem feito de bom, se está triste ou alegre...
Como você pode me ignorar desse jeito, como?!? Eu passo horas, dias imaginando o momento em que você chegará e nada. Você não chega, você não vem até mim, só eu vou ao seu encontro. Ando cansada desse trajeto de mão única. Estou cansada de esperar você aparecer, ligar, dar notícias, dizer como andam as coisas por aí. Estou cansada de esperar, não sei esperar, não gosto de esperar, quero tudo na hora, quero tudo pra agora, pra ontem, odeio quando me deixam de molho.
Aqui no seu antigo apartamento, que agora está quase vazio, é como se ainda estivesse cheio de você, em cada detalhe dos móveis escolhidos que ainda permancem, nos livros e cds que ficaram, nos seus rabiscos, em tudo isso que eu vasculho para saber onde está a parte que fala sobre mim, sobre nós dois, a parte que indica que eu também estive aqui.
Eu estive aqui, eu continuo vindo aqui. Tudo isso aqui registrado, fotografado, decorado pelas lentes da minha memória. Tudo aqui, tudo sobre você. Conhecer seu passado, o que te fez ficar feliz ou triste, o que te fez rir ou chorar, as músicas que você ouviu, os livros que leu, a declaração que não conseguiu fazer, o beijo que não recebeu, os sonhos que não se concretizaram, o amor que não quis você, as desilusões, as frustações, seus medos, angústias, raivas, tudo que você perdeu, tudo que ganhou, cada vitória, cada derrota, registrada aqui, tudo aqui, tudo exalando você. Tudo aqui repleto de você.
Odeio esperar por notícias suas, notícias que não chegam, e eu fico aqui, nessa agonia, tentando fingir pra mim mesma que não vejo que estou sendo ignorada. Não sei porque continuo te querendo.
Se algum dia chegar e encontrar você aqui, parado, me olhando, me esperando talvez não saiba o que dizer, ou talvez eu diga que fiquei furiosa por você ter-me feito esperar todo esse tempo, ou simplesmente não diga nada e me jogue em cima de você, o que eu acredito que seria o mais provável.
Talvez seja por acreditar nesse retorno é que eu continuo vindo aqui, lembrando, lendo e relendo coisas antigas, seu passado, nosso passado, coisas ditas do fundo do coração, palavras sussurradas no ouvido num final de tarde, palavras escolhidas a dedo, palavras ditas meio sem querer, meio sem intenção. Suas lágrimas, seus risos, suas loucuras, seu jeito politicamente correto de ser, seu gosto excessivo pelo seu trabalho, suas manias loucas, sua vida, seus amigos, seus enganos, seus prazeres, enfim, você.
Você aqui, alí, em todo lugar, em toda parte, em cada canto, em cada cômodo, em cada toque, em cada música, em cada frase, em cada verso, você, você, em tudo e completamente você!
Sei porque venho aqui, porque ninguém conseguiu me fazer rir como você, ninguém conseguiu personificar tudo aquilo que eu imaginava como você, ninguém me choca e me realiza como você.
Caí pra trás quando você apareceu com essa sua história, já que ela era tudo o que eu sonhava. Por isso continuo te visitando, invadindo teus cômodos, teus armários, tua vida, investigando seus vestígios, buscando em cada um deles algo que indique ser de nós dois.
Sei porque continuo vindo aqui, para que você saiba que mesmo longe te quero bem, mesmo longe me preocupo com você, com sua vida, e que mesmo você não estando mais presente eu estarei sempre aqui.

enviada por cris






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Nome:
Cristina Costa
e-mail: cristina.costta@ig.com.br

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